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Saúde

23/11/2021 05:27 José Vieira do Nascimento/Mato Grosso do Norte

Com risco alto de contaminação, Alta Floresta está com epidemia de dengue

Os números de casos de dengue em Alta Floresta não param de crescer e a cidade está em estágio de epidemia de dengue pela quantidade de habitantes do município. As afirmações são do assessor da Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde, Edson Alves Rodrigues, que faz um alerta para a gravidade da situação.

Segundo ele, em 2020 a situação já era crítica e neste ano o quadro se agravou ainda mais. “Em 2020 tivemos 1.200 casos no município. E este ano, até agora no mês de novembro, já ultrapassou 1.300 casos. Tem 200 casos a mais e estamos em uma epidemia de dengue”, enfatiza.

Diante disto, o município está em classificação de risco alto para contaminação de dengue, de acordo com o levantamento e controle feito pelo Estado, com base no índice de criadouros do mosquito, o Aedes Aegypti, que estão sendo encontrados nas residências.  

Conforme Edson, os agentes ambientais tem encontrado muitos focos de mosquito nas residências, em recipientes domésticos, lixos jogados nos quintais e fossas semiabertas, em que o morador não se preocupa em fechar o suspiro e o local se transforma em ambiente propício para a proliferação do mosquito.

Está faltando cuidado por parte da população. Porém, a Vigilância Ambiental, para fazer o enfrentamento a dengue, conforme o assessor, decidiu fazer um mutirão de limpeza em toda a cidade, ação que foi iniciada nos bairros Boa Nova 1,2 3 e Araras e seguiu para os bairros Panorama, Renascer e Jardim Europa. Depois segue para o bairro Cidade Alta e, por último, o centro da cidade. 

Será coletado todo o lixo que o morador tiver, para facilitar para as famílias que não tem como dar a destinação adequada para seu lixo acumulado. 

“Após o termino do mutirão de limpeza, vamos voltar com as visitas de rotinas. Encontrando foco, vamos autuar o morador. A princípio os agentes vão notificar para num prazo de 10 dias o morador se regularizar. Depois deste prazo, vamos voltar no local. Se o foco permanecer, será feito o auto de infração e encaminharemos para o Ministério Público”, esclarece Edson.

No entanto, o morador terá que pagar multa, cujo valor irá variar de acordo com a quantidade de foco encontrada. “O valor mínimo da multa será em torno de R$ 300 a 500 reais, chegando até a R$ 3 mil de acordo com a quantidade de focos encontradas”, alerta o assessor.

Conforme ele, apesar da crescente de casos de dengue, os agentes ambientais estão fazendo sua função de orientar e alertar a população sobre os riscos da doença e as medidas de prevenção que devem ser adotadas.

De acordo com ele, são feitas cerca de 3 mil visitas por semana, distribuídas em todos os setores da cidade. E num prazo de 40 a 60 dias, é feito um retorno. 

Município já registrou mais de 1.300 casos em 2021 e uma grande quantidade de focos de criadouros do mosquito transmissor da dengue estão sendo encontrados

“A principal orientação e não deixar depósito que possa acumular água. Mas isso, a população já tem conhecimento. Sabe que neste período de chuva, se deixar água acumulada mais de 4 dias, o vetor da dengue vai começar botar os ovos e em 15 dias já vai ter mosquito. Se uma pessoa for contaminada, é o início de uma cadeia de contaminação”, reitera. 


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