Cuiabá (MT), 11 de maio de 2021 - 03:36

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JUSTIÇA

STF 27/04/2021 19:38

Kassio Nunes pede vista e suspende julgamento que pode anular Operação E$quema S da Lava Jato

A OAB alega o possível envolvimento de ministros do Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal de Contas da União, o que levaria todo o caso para o STF em razão do foro privilegiado

 Na tarde desta terça-feira (27), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques, pediu vista e suspendeu o julgamento na Segunda Turma do STF sobre a Operação E$quema S da Lava Jato.

Antes de Kassio, o ministro Gilmar Mendes votou pela anulação de todas as provas colhidas em setembro do ano passado em escritórios de 27 advogados alvos da investigação.

Na Segunda Turma do STF se encontra em análise uma ação de cinco seccionais da OAB que questionam a competência do juiz da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, para conduzir o processo.

A OAB alega o possível envolvimento de ministros do Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal de Contas da União, o que levaria todo o caso para o STF em razão do foro privilegiado.

A investigação apura desvios de R$ 151 milhões da Fecomércio do Rio para advogados que vendiam a Orlando Diniz, ex-dirigente da entidade, influência e prestígio junto a ministros do STJ e do TCU, com promessas de livrá-lo de punições por irregularidades na gestão do Sistema S do Rio.

Entre os alvos estão Cristiano Zanin (advogado de Lula e apontado como mentor do esquema de corrupção), Frederick Wassef (que defende Flávio Bolsonaro), Eduardo Martins (filho do presidente do STJ, Humberto Martins) e Adriana Ancelmo (mulher de Sergio Cabral).

Na sessão de hoje, Gilmar, que é relator da Lava Jato do Rio no STF, reconheceu que não havia envolvimento de ministros de tribunais superiores mas considerou que Bretas, não tinha competência para supervisionar a investigação.

O ministro disse que não há relação com os demais casos da Lava Jato (esquemas de corrupção na Eletronuclear e no governo de Sergio Cabral) e que cabe à Justiça estadual julgar desvios da Fecomércio.


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Marcos Davi Andrade

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