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JUSTIÇA

25/11/2020 12:45

Justiça manda exumar corpo de avô de menina morta envenenada; suspeita é de que ele também foi vítima

Vitória Lopes

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Justiça determinou a exumação do corpo de Edson Emanoel, avô paterno de Mirella Poliana Chuê de Oliveira, que foi morta por envenenamento pela madrasta, Jaíra Gonçalves de Arruda, 42. Há 2 dias, divulgaram que foi levantada a suspeita de que a morte do avô possa ter sido provocada por Jaíra.


De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, a data para a realização da exumação ainda deve ser definida pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP). O Instituto Médico Legal (IML) também prepara os trâmites.


Contudo, a decisão foi assinada no dia 16 de outubro e até agora o procedimento não foi marcado. O processo corre sob segredo de justiça.

Leia também - Madrasta é suspeita de mais dois assassinatos em família


O pedido de exumação ocorre após a informação de que Mirella vivia com o avô, antes da madrasta e do pai. Ele morreu no dia 4 de março de 2018, após ter um mal súbito. Por mais que tenha passado por um procedimento de urgência, ele morreu em seguida.


Contudo, antes de falecer, Edson reclamava sobre sucos que Jaíra lhe dava, que ele passava mal logo após. Inclusive, suas últimas palavras foram sobre isso. Com a morte da neta por envenenamento, a polícia levantou a suspeita de que o mesmo possa ter ocorrido com o avô.


Segundo o delegado Olímpio da Cunha Fernandes Júnior, a partir da autorização judicial a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) aguarda agendamento da Perícia Oficial para realização da exumação do corpo.


Fora o avô e a neta, Jaíra também é investigada por outro homicídio. Em 23 de setembro de 2013, em Alto Taquari. O comerciante Marcos Cesar de Carvalho, 41, o Paulo Verdurão foi assassinado com um tiro no tórax, após uma suposta briga no trânsito. O autor seria um homem que fazia serviços de pintura na casa dele.


Jaíra, que era casada na época com o pai de Mirela, foi morar em Alto Taquari, com o propósito de cuidar da irmã que enfrentava um câncer, doença que a matou. Depois da morte dela, ela se envolveu com o cunhado, que tinha um mercado na região. Pouco tempo depois ele foi assassinado e Jaíra assumiu os negócios, vendeu o comércio e trouxe as 3 sobrinhas para Cuiabá.


Processo parado
Por conta da pandemia do novo coronavírus, as atividades presenciais no Fórum de Cuiabá foram suspensas. A continuação da audiência de instrução do processo estava marcada para 23 de março, mas não ocorreu. Desde então, o processo não teve mais movimentação.


O caso
Mirella morreu em junho deste após chegar morta em uma unidade de saúde de Cuiabá. Laudo apontou que havia veneno, um pesticida usado em hortaliças, no sangue da menina.


Investigações da Delegacia Especializada na Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) apontam para Jaira como a autora do envenenamento. Os delegados responsáveis pelo caso informaram que a menina ingeria o pesticida a conta gotas.


O caso foi encaminhado a Deddica, que procedeu com toda a investigação descobrindo o plano de envenenando, por conta de um herança milionária que a menina tinha recebido, ao nascer, fruto de uma indenização pela morte de sua mãe, durante parto dela em um hospital, na capital, por erro médico.


O depoimento de uma testemunha ainda relata que Jaira teria pego R$ 10 mil concedido pela Justiça para tratamento da menina, com intenção de comprar um lote.


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Marcos Davi Andrade

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