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Esporte

22/11/2021 00:28

Sylvinho exalta vitória corintiana e boa atuação de Gabriel após atleta se abalar com críticas: ‘Somos vidraça’

Técnico enaltece importância de triunfo que colocou o Alvinegro no G4 do Brasileirão e revela que volante contou com apoio emocional para poder estar em campo no clássico
Depois da vitória por 2 a 0 sobre o Santos no clássico deste domingo, na Neo Química Arena, o técnico Sylvinho exaltou o peso do resultado para o Corinthians, que voltou ao G4 do Campeonato Brasileiro após mais de dois anos sem figurar nesta zona da tabela de classificação. E ele destacou a boa atuação dos seus jogadores, entre os quais o volante Gabriel, que exibiu eficiência na marcação e ainda fez o gol que definiu o placar final do duelo.
Ao falar sobre Gabriel, o treinador revelou que o jogador contou com suporte psicológico para poder ir a campo em boas condições emocionais para apresentar o melhor do seu futebol em campo. O comandante disse que o atleta vinha sofrendo com a avalanche de críticas que recebeu de vários torcedores que estavam satisfeitos com o futebol que ele vinha apresentando.

– Gabriel ficou chateado, triste, mas convivemos com isso, o atleta sabe, somos profissionais, precisamos conviver com algumas críticas. Quando foi me perguntado o limite da crítica, eu falei que todos os seres humanos sabem o limite da critica – ressaltou Sylvinho, em entrevista coletiva, na qual logo em seguida usou uma famosa expressão para lembrar que ele e os jogadores sempre estarão sujeitos a serem criticados pelos torcedores do clube.

– Somos vidraça, vamos continuar trabalhando. Nós trabalhamos esse atleta em nível humano para ele estar em campo. Feliz pelo resultado, pelo desempenho dele e pelo gol – completou o comandante alvinegro.
No decorrer deste Brasileirão, Gabriel viu a concorrência por um lugar no meio-campo do Corinthians aumentar principalmente depois da chegada de Renato Augusto, Giuliano e Willian, três reforços contratados para esta temporada. E recentemente o volante chegou a perder a titularidade para o colombiano Cantillo, que deu mais qualidade de passe ao time na saída de bola, mas que não possui a mesma força defensiva do companheiro de equipe na marcação.

– Parte do trabalho é humano, buscamos alma, vida, e o Gabriel se entrega. Às vezes fico chateado quando vejo críticas pesadas a atletas com uma entrega como a do Gabriel. Todos os atletas têm limitações ou físicas ou técnicas ou táticas – analisou Sylvinho, elogiando em seguida o empenho mostrado pelo jogador para enfrentar os desafios que a temporada foi lhe proporcionando.

– Ele se doa demais. No primeiro turno (do Campeonato Brasileiro), jogou todinho numa linha um pouco à frente, quando Cantillo era titular e ele estava do lado no tripé. No segundo (turno), teve mudanças, veio jogar atrás, onde é a função dele. Ele tem o respeito dos atletas – reforçou o treinador.

‘VITÓRIA MUITO IMPORTANTE, ESSENCIAL’

Já ao comentar sobre o peso que essa vitória sobre o Santos teve para o Timão, Sylvinho destacou que a mesma foi fundamental para a continuidade do sucesso da equipe nesta reta final do Brasileirão. Além disso, ele elogiou o desempenho apresentado por todos os setores de sua equipe, que foi dominante diante do Santos durante todo o clássico deste domingo.

– Era muito importante, essencial, uma vitória para continuar pontuando. Todos os setores funcionaram bem, fico feliz com a organização do time. Mostramos um time organizado, uma defesa muito bem postada, um meio-campo que protege bem, atacante com funções defensivas, o contrário também, potencializando o time com posse no meio, com passagem de lateral. Fagner passou muito (no apoio ao ataque), Fábio Santos também aproveitou. O jogo nos propiciava essa retenção do Jô, enfim, muito bom – analisou o técnico.

PACIÊNCIA PARA BUSCAR A VITÓRIA

Outro ponto exaltado por Sylvinho na entrevista coletiva foi a paciência exibida pelo Corinthians para buscar a vitória, que só foi garantida com gols marcados no segundo tempo depois de a equipe não conseguiu aproveitar nenhuma das muitas oportunidades ofensivas que criou para abrir o placar em Itaquera.

– Tivemos paciência em casa, o gol demorou a sair, e isso quando ocorre você começa a acelerar demais, perder bolas na construção, e gera contra-ataque, pois falta confiança. Falamos isso no intervalo, os atletas entenderam e continuaram a atacar com equilíbrio, organização, ao ponto de fazer o gol, o segundo e se mostrarem superiores durante os 90 minutos – enfatizou o treinador, que agora vai preparar o Alvinegro para encarar o Ceará, na próxima quinta-feira, no Castelão, em Fortaleza, onde tentará encerrar um longo jejum fora de casa – a equipe acumula sete jogos sem vitórias como visitante.


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