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28/08/2020 05:35 Arão Leite/J. Cidade

FALTA DE ESTRUTURA: Paciente do Hospital Regional em Alta Floresta atrofia esperando vaga

A falta de uma câmera hiperbárica – um equipamento totalmente fechado no qual é possível insuflar oxigênio puro e atingir uma pressão acima da pressão ambiente – a esperança de tratamento para uma série de doenças – tem deixado uma família com medo de perde um paciente no Hospital Regional de Alta Floresta.


Everaldo Caetano, um garimpeiro de 49 anos e que depois de passar por triagens por suspeita de coronavírus, ser internado em uma unidade particular, medicado, voltado para casa e depois finalmente atendido com internamento no Hospital Regional de Alta Floresta, na ala covid-19, está com sérios problemas de saúde e sua família essa semana tem feito apelos públicos para conseguir das autoridades, uma vaga em qualquer unidade pública ou conveniada ao SUS que garanta a melhoria do paciente.


De acordo com Maria Angela, esposa de Everaldo, desde que retornou do garimpo há mais de duas semanas o marido está na mesma situação ou o quadro só evoluindo para piora. “Hoje já não consegue falar direito. Movimentação das pernas perdendo. Língua ele fica mordendo e nem consegue se alimentar direito”, testemunhou a mulher, pedindo socorro. “Pedimos para quem puder, nos ajudar. Se ele ficar aqui, podemos correr risco de perde-lo”, teme.


Henrique Alves, sobrinho do paciente, diz que o atendimento no Hospital Regional desde o internamento tem sido o melhor, dentro das condições da unidade. “Mas ele precisa de sessões em uma câmera hiperbárica e no estado não há vagas. Só tem em unidades particulares em Sinop ou Cuiabá. Até agora não conseguimos via SUS e nem temos como arcar. E se meu tio internado aqui – em Alta Floresta, não está melhorando. Os médicos e as equipes estão fazendo o que podem, mas não tem estrutura, equipamentos”, disse o jovem, emocionado.


Prefeito de Paranaíta intervem
Ao tomar conhecimento da história, o prefeito do município de Paranaíta, Tony Rufato se disse revoltado com falta de apoio por parte da saúde pública do estado. “Vamos buscar essa vaga e se não conseguir via rede pública eu pago do meu próprio bolso, mas o que não pode é uma família ficar assim, desamparada”, assegurou o gestor no início da tarde desta quarta-feira.


Na mesma oportunidade o administrador entrou em contato com a família, com a direção do Hospital Regional e já segundo informações, a situação começou a ser agilizada. “Eu e minha família sempre comentávamos sobre o quanto ele se empenha para ajudar as pessoas”, concluiu Maria Ângela.


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Marcos Davi Andrade

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