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24/09/2019 11:13

Com fim das queimadas, pontos turísticos são reabertos em Chapada dos Guimarães

Com o fim das queimadas, os pontos turísticos do município de Chapada dos Guimarães (65 km de Cuiabá) estão novamente abertos ao público. Os atrativos foram fechados após o Parque Nacional ter mais de 13% de sua área total consumida pelo fogo oriundo de incêndios florestais.

Ao HNT/HiperNotícias, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) afirmou que apenas o Morro de São Jerônimo e o Morro do Rio Claro seguem interditados, pois as áreas são de difícil acesso em caso de novos incêndios. Contudo, à reportagem, o instituto apontou que os dois morros podem ser reabertos ainda nesta terça-feira (24).

A comunicação do ICMBio disse também que a chuva que caiu sobre o parque, no final de semana, não teve “volume expressivo”, mas ocasionou aumento da umidade relativa do ar e diminuição da temperatura.

RECUPERAÇÃO DA FAUNA E FLORA

Além da perda vegetal do parque, que teve 6.180 hectares queimados – valor que representa mais de 13% da área -, os incêndios também causaram significativas mudanças na fauna do município.

Mayke Toscano/Secom

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“Foram encontrados alguns animais de pequeno porte como insetos, lagartos, anfíbios e roedores. Este dado é importante pois estes animais são a base da cadeia alimentar. Por isso que, mesmo que não se encontre onças ou lobos-guará mortos pelas chamas, a disponibilidade de caça, abrigo e condições de reprodução destes animais de grande porte podem ser alteradas”, aponta o ICMBio. 

Apesar de as chamas no parque terem sido combatidas, o entorno da parte norte da unidade de conservação ainda apresenta alguns focos de incêndios florestais.

São 45 mil hectares na vizinhança imediata do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães que foram queimados.

Dados do instituto apontam que dois grandes incêndios florestais foram responsáveis por quase 90% da área atingida. Estas duas queimadas foram concentradas na Cidade de Pedra e no Portão do Inferno.

A gravidade dos focos de incêndio que assolaram a unidade de conservação é imensurável e não há uma previsão de tempo que aponte com precisão quando o ecossistema da região irá se recuperar ao estado anterior às queimadas.

“A recuperação dos ecossistemas do Cerrado varia em função da composição, a depender das espécies adaptadas ou sensíveis, e da estrutura (gradiente variando das paisagens abertas às fechadas). Então é incerto calcular tempo mínimo para que todos os ambientes se recuperam. A estimativa é que ambientes campestres com espécies adaptadas ao fogo se recuperem mais rápido do que as florestas. A recuperação do Cerrado, por vezes, ultrapassa o período de chuvas”, finalizou o instituto.

Fonte:https://www.hipernoticias.com.br


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Marcos Davi Andrade

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