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TURISMO MATO GROSSO

05/06/2019 12:36

Onças-pintadas impulsionam turismo no Pantanal em MT; 90% dos turistas são estrangeiros

Por Denise Soares, G1 MT

Enquanto nos safáris da África o leão tem o título de rei da selva, no Pantanal mato-grossense o trono é ocupado por outro animal: a onça-pintada. Admirada e, ao mesmo tempo, temida, ela pode chegar a pesar 135 kg e vive a poucos quilômetros das grandes cidades.

Na semana do Meio Ambiente, o G1 publica, em parceria com a TV Centro América, uma série de reportagens sobre o assunto e detalhes da Expedição Travessia e da Expedição Rio Paraguai - das nascentes à foz. No dia 5 de junho é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente.

O animal tem ganhado destaque no ecoturismo e se tornado o preferido dos estrangeiros que visitam Mato Grosso.

O turismo de observação de onças-pintadas tem aumentado nos últimos 15 anos no estado. Os visitantes observam o animal de longe durante passeios de barco em rios do Pantanal.

Especialistas dizem que o animal, considerado o maior felino das Américas, tem se acostumado e tolerado a presença do ser humano.

A onça-pintada está no topo da cadeia alimentar e precisa de grandes áreas preservadas para sobreviver. Histórias sobre onças-pintadas habitam no imaginário de pescadores ribeirinhos e moradores da região do Pantanal em Mato Grosso.

 

O animal é conhecido pela grande força muscular e uma potência na mordida, considerada a maior dentre os felinos no mundo.

Dois locais em Mato Grosso são os principais para a prática de observar esse carismático animal. Um deles fica na Estação Ecológica de Taiamã, localizada no município de Cáceres, a 220 km de Cuiabá.

A estação tem uma grande variedade de ambientes aquáticos – como lagoas permanentes, temporárias e lagoas de corixos, fortemente influenciada pelo Rio Paraguai.

O segundo local é o Parque Estadual 'Encontro das Águas', localizado no encontro dos rios Cuiabá e Piquiri, na região de Porto Jofre, entre Poconé e Barão de Melgaço, municípios a 104 e 121 km de Cuiabá. A reserva tem 108 mil hectares e se pode ver a exuberância do Pantanal bem de perto.

 

“O público é estrangeiro e é um turismo caro. As diárias ultrapassam a R$ 500. Os passeios não são baratos por conta da logística e custo operacional. O público é 90% estrangeiro, principalmente norte-americano e europeu”, disse Fernando Tortato, biólogo e pesquisador do Instituto Panthera, que trabalha com onças no Pantanal.

O melhor período para observar a onça é entre julho e final de setembro, período da seca. Nesses meses as onças ficam mais próximas das margens dos rios em busca de água e caça, então, é mais fácil de se deparar com o animal.


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Marcos Davi Andrade

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