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Saúde

12/11/2019 07:51 Redação: Nativa News

Pesquisadora de MT coordena no Brasil estudo internacional sobre hanseníase

A pesquisadora e professora da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Eliane Ignotti, coordena atualmente o projeto PEP-hans (Profilaxia Pós Exposição) no Brasil. Executado em oito países considerados endêmicos (Brasil, Camboja, Índia, Indonésia, Mianmar, Nepal, Sri Lanka e Tanzânia), o PEP-hans tem como um de seus objetivos criar estratégias para ampliação da cobertura de exames e redução do número de casos novos de hanseníases pelo mundo. 

Criado em 2016, com o financiamento do Ministério da Saúde, por meio da Organização Pan Americana de Saúde,  e da fundação suíça Novartis, o projeto conta também com o apoio brasileiro das Secretarias de Saúde dos Estados do Mato Grosso, Pernambuco e Tocantins, estados brasileiros que concentram os estudos.

 

Para o estudo no Brasil, foram selecionados municípios com alta incidência de hanseníase. Em Mato Grosso, participam da pesquisa Rondonópolis e os municípios da Regional de Saúde de Alta Floresta: Alta Floresta, Apiacás, Carlinda, Nova Bandeirantes, Nova Monte Verde e Paranaíta; em Pernambuco, os seis municípios da Regional de Saúde de Petrolina; e, em Tocantins, os municípios de Colinas do Tocantins e Araguaína. 

 

Juntos, os municípios somam uma população de cerca de um milhão de habitantes, com 800 casos novos de hanseníase ao ano, 200 unidades básicas de saúde com cerca de 200 médicos, 200 enfermeiros, 200 técnicos de enfermagem e 2.000 agentes comunitários de saúde. 

 

Nas quatro grandes áreas, Alta Floresta, Araguaína, Petrolina e Rondonópolis, havia unidades de referência em hanseníase e profissionais especializados, além de um ponto focal que coordenava as atividades do PEP-Hans.  “Foi preciso contar com essa legião de profissionais para examinar os contatos de cada caso novo. Além dos casos de 2016 a 2018, também foram examinados os contatos do período retrospectivo de 2015”, explicou a coordenadora da pesquisa.

 

O estudo realizado no Brasil já aponta algumas considerações, como a motivação para a realização do exame de contatos pelas equipes e coordenações de saúde a partir do reconhecimento de “algo novo” a oferecer para a redução do risco de adoecimento dos contatos; a adesão dos pacientes em tratamento de hanseníase e dos contatos correlacionada à adesão dos profissionais de saúde; o baixo risco de efeitos adversos com o uso do antibiótico rimfapicina; o encorajamento e fortalecimento do programa de hanseníase nas localidades onde foi implantado; e a aceitabilidade do protocolo.

 

Hanseníase 

 

A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, de notificação compulsória em todo o território nacional e de investigação obrigatória, cujo principal agente etiológico é o Mycobacterium leprae. Esse bacilo tem a capacidade de infectar grande número de indivíduos (alta infectividade), no entanto poucos adoecem (baixa patogenicidade). A doença atinge pele e nervos periféricos podendo levar a sérias incapacidades físicas.


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Marcos Davi Andrade

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