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Saúde

31/10/2018 00:34

Entenda a importância da climatização em ambientes hospitalares

Ar precisa ser o mais puro possível para evitar contaminações de funcionários e pacientes

A manutenção hospitalar é aspecto fundamental para a realização de um bom trabalho da equipe médica. Um equipamento sem manutenção e uma temperatura desregulada podem agravar os problemas de saúde de um paciente. A climatização faz parte dessa etapa de gerenciamento e é muito mais do que deixar o ambiente agradável. Em alguns casos, pode até mesmo ser fundamental para algum tipo de terapia ou tratamento.

O ar-condicionado hospitalar, além de manter a temperatura agradável, também auxilia no combate às doenças de transmissão aérea. Isso acontece porque o aparelho filtra bactérias e fungos, deixando o ar que circula pelo ambiente mais limpo e puro. Esse processo de limpeza do ar é essencial para os pacientes mais debilitados. Com o organismo mais vulnerável, eles estão mais sujeitos a infecções.

Em um ambiente normal, a proliferação de bactérias pode chegar a um milhão por metro cúbico. Com o local climatizado, esse número cai para 10 mil bactérias. Esse nível pode ser tolerado pelo organismo de pacientes mais debilitados. O uso do aparelho também é fundamental para purificar o ar de salas como UTI, UTI Neonatal e UTI Pediátrica, além de centros cirúrgicos e salas pós-operatórias.

Nas salas de cirurgia, a ventilação de ar fresco mantém a contaminação de organismos no ar baixa; Nas salas de pós-operatório, o ar-condicionado mantém a temperatura e a umidade controlada, além de retirar o odor residual e manter a pressão de ar equilibrada. Em unidades de isolamento, a climatização é fundamental para que a temperatura fique constante e o ar seja renovado.

Regras de climatização em ambientes hospitalares

O uso de equipamentos para a climatização de hospitais, como ar-condicionado, precisa seguir regras específicas estabelecidas pela ABNT. A norma que trata da condição do ar por meio desses aparelhos é a Norma ABNT NBR 7256. Todo e qualquer estabelecimento de assistência de saúde (EAS) deve utilizar essa norma como base para projetar o sistema de refrigeração. A norma vale para ambientes de baixo risco, ou seja, de risco 1. Estão nessa lista laboratórios de análise, salas de exame, como a de endoscopia, e salas de cirurgia, como a de indução e recuperação de anestesia.

O objetivo da norma é garantir a segurança de funcionários e pacientes. Mas há algumas especificidades relacionadas com o tema. Evitar a contaminação dos ambientes pelo ar é uma delas. O ar pode propagar microrganismos e doenças. Em um ambiente hospitalar, essa característica é ainda mais forte. Além disso, pretende-se, com as regras, diminuir a possibilidade do desenvolvimento de microrganismos no local, fato que pode acontecer com ar muito quente ou úmido, por exemplo. Portanto, o ar deve ser o mais puro possível para não causar problemas de saúde em pessoas que circulam diariamente nesse tipo de estabelecimento e também proteger os pacientes.

Os objetivos podem ser atingidos com uma série de práticas estabelecidas pelas normas. As ações são obrigatórias para novos estabelecimentos de assistência de saúde ou para aqueles que passarem por reforma. A recirculação de ar deve acontecer de maneira contínua junto ao ar externo, com capacidade dos filtros atestada pelos fabricantes, com a filtragem acontecendo dentro dos maiores níveis de segurança.

A norma também estabelece que a movimentação do ar deve acontecer dos ambientes menos contaminados para os mais contaminados. A instalação deve seguir uma série de regras, incluindo acesso fácil para manutenção de peças, limpeza no caso de acúmulo de partículas e projeto adequado à proteção de incêndios. Se o estabelecimento de saúde  receber alguma reforma na parte interna, os dutos de ar devem ser eliminados; em obras externas, as janelas devem ser seladas e os tubos de ar redirecionados. Também é preciso ter atenção com os níveis de filtragem e com as partículas em suspensão no ar.

Todo esse processo de climatização e filtragem do ar deve respeitar os níveis máximos de ruído, por meio de isolamento e diminuição dos barulhos produzidos por esses equipamentos. Além dessas regras, existem outras práticas determinadas pelo documento técnico para garantir a qualidade do ar em estabelecimentos de saúde. Dessa forma, a segurança de todas as pessoas que frequentam esses locais está garantida.

 


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Marcos Davi Andrade

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