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Política

11/12/2017 07:52

Ex-prefeito considera ter perfil para Governo e admite disputa em 2018

Apontado como um dos principais nomes para concorrer ao Palácio Paiaguás em 2018, o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), deu indícios de que irá realmente se candidatar ao Governo do Estado nas próximas eleições. O ex-prefeito praticamente descartou uma candidatura ao Senado, ao dizer que tem um perfil muito mais voltado para o Executivo.

“Sempre tive um perfil mais voltado para o Executivo. Fui candidato a prefeito em 2008, a governador em 2010, para prefeito em 2012, onde passei quatro anos e saí com uma razoável aprovação da Prefeitura. Tudo isso reflete um pouco da característica de cada um de nós e suas habilidades. Deus nos dá alguns dons. Eu sempre tive habilidade e afinidade melhor com o Executivo. A vida inteira fui empreendedor e empresário, então é natural as pessoas olharem isso”, esclareceu o ex-prefeito.

Mauro fez questão de deixar em aberto a possibilidade de um dia, futuramente, concorrer a uma vaga ao Legislativo, mas deixou claro que não se sentiria tão a vontade. “Não significa que eu não possa, um dia, ser candidato ao Legislativo e que se um dia eu tiver essa oportunidade e for eleito, eu possa fazer talvez também um bom mandato. Mas talvez eu estaria um pouco fora do que é a minha zona de conforto e de onde tenho mais experiência. Posso cantar? Posso. Posso escrever? Posso. Posso jogar bola? Posso. Mas qual será o resultado disso? Pode ser pífio”, afirmou.

Em um almoço que também contou com a presença do ministro Blairo Maggi (PP), no último sábado, Mendes evitou criticar o governador Pedro Taques e afirmou que o momento agora é de “somar forças”. O ex-prefeito, entretanto, afirmou que é preciso ter perfil e usou até a Seleção Brasileira como referência.

“Qualquer um pode ser governador de Mato Grosso. Qualquer um pode escrever uma matéria. Qualquer um pode jogar. Qualquer um pode ser técnico da Seleção Brasileira. Não tínhamos um técnico lá que saiu. Trocou dois ou três jogadores, trocou o técnico, o Brasil saiu de último lugar e foi para primeiro, porque colocou alguém de mais habilidade e competência para tocar o mesmo time de jogadores. Então assim, o Brasil, o nosso Estado e os nossos municípios, precisam cada vez mais de pessoas com competência e preparo para fazer isso”, pontuou.

Mendes afirmou que não tem como “sonho” assumir o Palácio Paiaguás. “Não vejo como sonho. Isso não pode ser um projeto pessoal. Vejo como uma missão, que deve ser encarada como uma contribuição que algumas pessoas prestassem a sociedade, e é o que tentei fazer em Cuiabá. Me senti com a consciência tranquila. Prometi ser prefeito por quatro anos, fui lá e honrei o meu compromisso. Não pude renovar este compromisso e por isso não fui para a reeleição”, disse.

MANIFESTAÇÕES E FAMÍLIA

O ex-prefeito afirmou que fica feliz ao ouvir elogios a sua administração e aponta que isso pode influenciar na hora de decidir sobre uma eventual candidatura para as próximas eleições. “Eu escuto vários tipos de manifestações. Escuto isso com carinho, com respeito, mas muita responsabilidade. Ninguém pode ser candidato de si mesmo. Você tem que representar um sentimento, um desejo, uma aspiração, de pelo menos um grupo de pessoas, e no projeto eleitoral, durante a campanha, você espera que este conjunto de pessoas que te inspiraram e motivaram, elas possam também ajudar a contagiar e multiplicar este sentimento, para você ter chances de ganhar uma eleição”, afirmou.

Mauro Mendes deixou claro que qualquer decisão que for tomar, terá como base também a opinião de sua família. “Existe também uma decisão minha, que passa pela minha família e pela minha vida, que eu tenho que ter. Eu não sou um político profissional e não quero ser. Esta conversa do aval da Virgínia Mendes não procede, mas certamente a minha decisão nunca será tomada sem levar em consideração a minha esposa e a minha família. O homem que diz que toma uma decisão desta importância sem consultar sua família é porque ele não considera a família dele, e quem não considera a própria família, quem dirá vai considerar a população. Temos que ter o amor a família em primeiro lugar. Preciso respeitar minha mulher e meus filhos”, completou.

Por LEONARDO HEITOR 


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