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10/01/2018 09:06

PF questiona Temer sobre participação de senador de MT em suposta propina

O nome do senador Wellington Fagundes (PR) aparece em inquérito da Polícia Federal que investiga o presidente da República, Michel Temer (PMDB), no âmbito da Operação Lava-Jato, revela reportagem da revista Época. Temer respondeu inquérito da Polícia Federal que investiga suposto favorecimento indevido ao setor portuário, mediante pagamento de propina, que alterou prazo do contrato de concessão de 25 anos para 35 anos. O decreto foi assinado pelo presidente em maio de 2017.

Temer foi questionado pela PF se Wellington Fagundes o procurou para tratar sobre o novo decreto dos portos. “Foi procurado pelo senador Wellington Fagundes para tratar sobre o novo decreto dos portos? Se sim, quando e onde? Explicitar as demandas do senador. O senador Wellington Fagundes defendia a inclusão de solução das concessões dos contratos pré-93 no novo decreto dos portos? Quais as justificativas apresentadas pelo senador?”.

A outra pergunta, os agentes federais querem saber quais as justificativas do senador para defender o novo decreto dos portos. “Porque Gustavo Rocha e Beto Mansur disseram, durante diálogos com Rocha Loures, devidamente autorizados pela Justiça, que a inserção da questão pré-93, tanto defendida por Rocha Loures, Beto Mansur e Wellington Fagundes, seria uma ‘exposição para o presidente’? Vossa Excelência sabe dizer se tal normatização por meio do novo decreto dos portos seria ilegal? Por quê?”

De acordo com a reportagem, os elementos colhidos até agora pela PF confirmam um intenso lobby da empresa Rodrimar, concessionária de áreas no Porto de Santos, junto a autoridades públicas para conseguir benefícios no decreto presidencial. 

A empresa recorreu a Rocha Loures, ao deputado Beto Mansur, do PRB de São Paulo, e ao senador Wellington Fagundes. Wellington foi citado pelo executivo Ricardo Mesquita, da Rodrimar, em depoimento à PF.

Os elementos colhidos indicam que Temer delegou a seus subordinados a responsabilidade de cuidar do decreto. O interrogatório de Temer é uma das últimas diligências do inquérito. O prazo dado pelo STF para que as perguntas sejam respondidas foi de 15 dias, no entanto, o presidente não respondeu nenhuma das perguntas da Polícia Federal.

Fonte:http://odocumento.com.br/


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Marcos Davi Andrade

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