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06/12/2017 08:48

Sérgio Souza (PMDB) Recebia R$ 20 mil propina da JBS

Sérgio Souza (PMDB): “Nunca tive contato com executivo da JBS” (foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

Em depoimento à Justiça Federal, o veterinário Flávio Cassou, que trabalhou no frigorífico Seara, do grupo JBS, acusou o deputado federal paranaense Sérgio Souza (PMDB) de receber uma mesada de R$ 20 mil do esquema descoberto pela Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, que investiga um esquema de corrupção envolvendo frigoríficos e fiscais da vigilância sanitária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A informação foi revelada ontem pelo Uol. Souza nega.

Cassou foi preso na operação que apontou o o ex-superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná, Daniel Gonçalves Filho, como chefe do esquema que cobrava propina de empresas frigoríficas em troca de “vistas grossas” da fiscalização. Segundo o veterinário, Gonçalves Filho – que também está preso e igualmente negocia acordo de delação premiada com a Justiça - repassava todo mês R$ 20 mil de propina a Souza. De acordo com o delator, outros deputados da bancada do PMDB do Paraná na Câmara dos Deputados também recebiam suborno. Cassou não deu o nome dos outros deputados e nem disse quanto cada um teria levado.

O veterinário disse que os pagamentos de propina eram frequentes e mensais e que vários fiscais também negociavam suborno. Souza é presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara.

A bancada do PMDB paranaense foi a responsável pela indicação de Gonçalves Filho para a direção da superintendência do ministério no Paraná. Souza aparece em interceptação telefônica, segundo a PF, falando com um advogado sobre as estratégias jurídicas para reverter uma suspensão de 90 dias aplicada contra Gonçalves Filho por irregularidades no ministério.

O deputado teve ainda seu nome citado em grampos da Operação Carne Fraca como tendo recebido “muito dinheiro” de Gonçalves Filho. O diálogo é de abril de 2016 entre Gil Bueno de Magalhães, ex-superintendente que estava lotado no Serviço de Vigilância Agropecuária no porto de Paranaguá, e uma pessoa identificada como Francisco, representante da Castrolanda Cooperativa Agroindustrial, em Castro (região dos Campos Gerais). Francisco quer informações sobre o deputado. “Gil, aquele Sérgio Souza, pelo que me falaram, ele tá a favor do PT nessa história do impeachment?” A resposta de Gil é positiva. “Tá ele recebe, ele recebeu muito dinheiro do suspenso aí (Daniel Filho).” Francisco conclui: “Ah, ele tá com o rabo preso”.

Defesa

Ao Uol, a assessoria de Sérgio Souza afirmou, em nota, que “as informações passadas por este cidadão (Flávio Cassou) são totalmente falsas”. “Nunca mantive contato com nenhum executivo da JBS. Também nunca recebi nenhum valor desse senhor nem mesmo doação da empresa JBS”, alegou. Em outra nota, a assessoria do parlamentar disse que ele só vai se manifestar depois que tiver acesso ao conteúdo da delação, que corre em segredo de justiça.

Segundo o Uol, a defesa de Gonçalves Filho não respondeu aos questionamentos sobre o depoimento. A assessoria da bancada do PMDB na Câmara afirmou que não poderia responder pelos quatro deputados paranaenses que compõem a bancada de 63 deputados da legenda. Dos outros três deputados paranaenses do PMDB na Câmara, Osmar Serraglio e João Arruda disseram não conhecer Cassol e afirmam nunca ter recebido do esquema. Hermes Parcianello também não se pronunciou.


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Marcos Davi Andrade

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