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Noticia

09/09/2019 16:14

Polícia investiga se pai de menina envenenada participou de crime

O delegado Wagner Bassi, da Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica) de Cuiabá, afirmou que o pai da menina de 11 anos morta por envenenamento, em um crime supostamente cometido pela madrasta, também é investigado.

A mulher, identificada pelas iniciais J.G.A., foi presa nesta segunda-feira (9) após investigações apontarem que ela envenenou a criança por dois meses, resultando na morte da garota, no dia 14 de junho de 2019.

A motivação do crime seria uma indenização que a criança recebeu em 2018, no valor de R$ 800 mil, pela morte da mãe durante o seu parto.

Segundo o delegado, desde a morte da mãe a criança, ela era criada pelas avós paternos, mas após a morte de ambos, J.G.A. e o pai passaram a tomar conta dela.

Apesar dos indícios apontarem a princípio somente para J.G.A., a Polícia também investigará o pai da garota.

“Ele alega que não tinha conhecimento. Estamos investigando ele também”, disse Bassi.

De acordo com as investigações, a acusada era responsável pela alimentação da menina e era quem tomava conta de todas as suas necessidades. Além disso, o delegado apurou que o dinheiro que deveria ser usado pela criança somente após os 18 anos já estava sendo usado por J.G.A..

“Ela não trabalhava e parte do dinheiro [da indenização] estava sendo usado para custear despesas da casa”, contou o investigador.

Ela não trabalhava e parte do dinheiro [da indenização] estava sendo usado para custear despesas da casa

Avó acredita na culpa do pai

A avó materna da menina, Claudina Chue, contou em entrevista ao MidiaNews que não acredita que o pai não tivesse conhecimento do que acontecia dentro da casa em que morava.

“Com certeza ele tem que ser preso, porque não é possível que ele não enxergava o que a mulher fazia com a menina. Depois que a minha neta passou a morar com eles, ele se tornou uma pessoa muito agressiva. Parece que era mandado pela mulher” disse.

“Eu falo isso porque se a gente é casado com uma mulher e tem uma filha com outra pessoa, a gente tem que desconfiar de tudo. Mas não! Ele passou toda a responsabilidade, tudo para a mulher. Então, ele também tem que pagar pelo erro”, afirmou.

Muito emocionada, Claudina pediu que a Justiça seja feita contra os dois.

“Eu quero que ela pague por tudo que fez à minha neta. Uma menina linda, que tinha uma vida inteira pela frente. Quero também que o pai pague pelos seus erros. Como ele vem dizer que não sabia? Não existe isso. Por que ele não deixou a menina comigo? Quantas vezes eu pedi”, disse. 

Entenda o caso

No dia 14 de junho, a criança morreu de causa até então indeterminada. Ela deu entrada em um hospital particular já em óbito.

Inicialmente, houve suspeita de meningite, bem como de abuso sexual, pois havia inchaço na genitália. Mas a necropsia do Instituto de Medicina Legal (IML), da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), descartou o estupro.

Marcus Mesquita/MidiaNews

Claudina Chue

Avó: "Com certeza ele tem que ser preso, porque não é possível que ele não enxergava o que a mulher fazia com a menina"

Nos exames realizados pelo Laboratório Forense, mediante Pesquisa Toxicológica Geral, foram detectados no sangue da vítima duas substâncias, sendo uma delas um veneno que provoca intoxicação crônica ou aguda e a morte.

"Essa substância não é encontrada em medicamentos, portanto sua ingestão por humanos somente pode ocorrer de forma criminosa. Os sintomas da sua ingestão são visão borrada, tosse, vômito, cólica, diarréia, tremores, confusão mental, convulsões, etc", explicaram os delegados Francisco Kunze e Wagner Bassi, que conduzem as investigações.  

Conforme os delegados, as investigações apontam para autoria da madrasta. "Notamos que a menina era envenenada a conta-gotas, ou seja, ela ia dando um pouquinho do veneno, para não aparecer, porque chega no hospital, a criança está passando mal, morre de causa indeterminada, por alguma infecção, pneumonia, meningite, como muitas vezes suspeitaram", salientam.

Os delegados informaram que todas as vezes em que a menina passava mal era socorrida e levada ao hospital. Lá ficava internada 3 a 7 sete dias e melhorava, em razão de ter cessado a administração do veneno. Mas ao retornar para casa, voltava a adoecer novamente. O sofrimento durou cerca de dois meses, período em que a menina ficou internada por nove vezes em hospitais particulares.

Fonte:https://www.midianews.com.br/


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Marcos Davi Andrade

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