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JUSTIÇA

05/01/2021 15:49

Julgamento de tenente acusada de morte de aluno após treinamento dos bombeiros é marcado depois de 4 anos em Cuiabá

Tenente disse à Justiça que jogar água no rosto e submersão fazem parte do treinamento. Aluno Rodrigo Claro morreu aos 21 anos após passar mal na aula prática na Lagoa Trevisan, em 2016.
Por Denise Soares, G1 MT

A tenente do Corpo de Bombeiros Izadora Ledur de Souza Dechamps, acusada pela morte do aluno dos bombeiros Rodrigo Claro, de 21 anos, em novembro de 2016, em Cuiabá, será julgada na 11ª Vara Criminal Especializada da Justiça Militar no dia 27 de janeiro.

O estudante do curso de formação de soldados do Corpo de Bombeiros foi internado após passar mal em uma aula na Lagoa Trevisan, em Cuiabá.

Rodrigo Claro morreu em novembro de 2016 — Foto: Antônio Claro/Arquivo pessoal

Rodrigo Claro morreu em novembro de 2016 — Foto: Antônio Claro/Arquivo pessoal

Rodrigo ficou em coma na Unidade de Tratamento Intensiva (UTI) de um hospital particular da capital e morreu cinco dias depois. O jovem fazia aula de instrução de salvamento quando passou mal.

A Justiça investiga se houve abusos por parte dos instrutores do curso de formação.

Segundo denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) a tenente Ledur, que era a instrutora do curso, usou de meios abusivos de natureza física e de natureza mental.

 

Versão da tenente

Já a tenente disse, em depoimento à Justiça, que a vítima tinha “descontrole emocional na água e não estava preparado para ser bombeiro". O curso teria sido o segundo aplicado por ela. Ledur garante que não aconteceu nada diferente nesse curso em relação ao anterior. “A diferença é a resposta do aluno”, diz.

Izadora Ledur era instrutora de curso dos bombeiros em Cuiabá — Foto: Câmara Municipal de Barra do Garças/Reprodução

Izadora Ledur era instrutora de curso dos bombeiros em Cuiabá — Foto: Câmara Municipal de Barra do Garças/Reprodução

 

A morte do aluno

Rodrigo morreu no dia 15 de novembro de 2016, cinco dias após passar mal em uma aula prática na Lagoa Trevisan, em Cuiabá, na qual a tenente Izadora Ledur atuava como instrutora.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), Rodrigo demonstrou dificuldades para desenvolver atividades como flutuação, nado livre e outros exercícios.

Rodrigo Claro morreu em 2016 — Foto: TVCA/Reprodução

Rodrigo Claro morreu em 2016 — Foto: TVCA/Reprodução

 

Ainda segundo o órgão, depoimentos durante a investigação apontam que ele foi submetido a intenso sofrimento físico e mental com uso de violência. A atitude, segundo o MPE, teria sido a forma utilizada pela tenente para punir o aluno pelo mal desempenho.

Em mensagem enviada para a mãe, Rodrigo disse que estava com medo — Foto: Reprodução/TVCA

Em mensagem enviada para a mãe, Rodrigo disse que estava com medo — Foto: Reprodução/TVCA

Durante a realização das aulas, Rodrigo queixou-se de dor de cabeça. Após a travessia a nado na lagoa, ele informou ao instrutor que não conseguiria terminar a aula.

Em seguida, segundo os bombeiros, ele foi liberado, retornou ao batalhão e se apresentou à coordenação do curso para relatar o problema de saúde. O jovem foi encaminhado a uma unidade de saúde e sofreu convulsões.


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