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JUDICIARIO

Brasil 10/10/2017 17:08 G1

Fachin manda arquivar inquérito que investigava Renan, Jucá e Sarney

Ministro do STF acolheu pedido da PGR, que concluiu que 'não houve a prática de nenhum ato concreto'. Ex-presidente da Transpetro denunciou plano para atrapalhar a Lava Jato.

Sérgio Machado

Em nota, a defesa de Sérgio Machado afirmou que o acordo de colaboração do ex-presidente da Transpetro é "bem mais amplo" que os fatos investigados nesse inquérito espefício, e que, devido aos fatos narrados por ele, a Justiça já instaurou oito investigações.

Além disso, o advogado de Machado afirmou que três denúncias da PGR apresentadas ao STF foram embasadas por informações e documentos apresentados por ele.

Leia a íntegra da nota:

Nota à imprensa com posição da defesa de Sérgio Machado sobre a decisão do ministro Edson Fachin arquivar inquérito que investigava Renan, Jucá e Sarney:

- O acordo de colaboração premiada firmado entre Sérgio Machado e o Ministério Público Federal é bem mais amplo que os fatos investigados no inquérito policial que apurou obstrução à Lava Jato com base nas gravações apresentadas pelo colaborador;

- Sérgio Machado foi responsável pela elaboração de 13 (treze) anexos nos quais abordou temas distintos, suportados por vastas provas materiais já entregues à Justiça;

- Mais especificamente, como resultado dos depoimentos prestados por ele, foram instaurados, até o presente momento, 7 (sete) procedimentos perante o Supremo Tribunal Federal, além de um outro inquérito policial, em curso na Subseção Judiciária de Curitiba;

- Além disso, conforme amplamente noticiado na imprensa, sua colaboração trouxe dados materiais que levaram ao recall do acordo de colaboração de importante companhia, bem como a celebração de novos acordos de colaboração com o Ministério Público Federal; e, via de consequência, a descoberta de novos fatos e crimes, com benefícios sensíveis à Lava Jato;

- Três denúncias recentes da PGR ao STF também foram suportadas por informações e documentos apresentados por Sergio Machado - inclusive contra as pessoas em questão gravadas -, os quais foram confirmados por outras colaborações;

- Mesmo ao pedir o arquivamento de um dos inquéritos policiais, a PGR reafirmou a validade das provas apresentadas pelo colaborador e a gravidade dos fatos, destacando que "não fosse a revelação, os investigados tentariam levar adiante seu plano" e que só não foi possível denunciar os investigados por não existir no Brasil o crime de conspiração;

- Sérgio Machado confessou exatamente o que sabia quanto aos fatos, e está cumprindo de forma rigorosa as obrigações previstas em seu acordo de colaboração;

- O ex-presidente da Transpetro segue colaborando com a Justiça.

Antônio Sérgio A. de Moraes Pitombo, Advogado de defesa


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Marcos Davi Andrade

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