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Esporte

09/09/2019 15:28

Kaká completa curso de gestão e se aprofunda no debate de clube-empresa no futebol brasileiro

O aluno Ricardo Leite não passou despercebido no último dia do curso de gestão esportiva na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. Tirou fotos e mais fotos com outros colegas, muitos que não o conheciam pessoalmente, pois o curso foi online e teve três aulas presenciais apenas.

Último brasileiro a conquistar a bola de ouro, prêmio da Fifa para melhor jogador da temporada em 2007, Ricardo é mais conhecido como Kaká. Foi ao lado do irmão Rodrigo que ele e mais dois colegas de curso escolheram tema efervescente para o atual momento do futebol brasileiro: clube-empresa e o planejamento estratégico de clubes no Brasil.

trabalho de conclusão de curso de 80 páginas escrito pelo quarteto abordou casos de sucesso, outros promissores e aqueles que estão mal das pernas. Coordenador do Centro Internacional para Estudos do Esporte (FGV), que tem selo da Fifa e já teve 600 alunos, Pedro Trengrouse já teve nas classes Paulo André, hoje dirigente do Athletico, Mauro Silva, que está na Federação Paulista de Futebol, entre outros atletas. E aposta que Kaká vai seguir o caminho.

- Foi um dos melhores alunos que tivemos aqui. Como o curso é online, conseguimos ter controle do que a pessoa está estudando, o que está lendo, quanto tempo está lendo. Ele foi super dedicado às aulas, contribuiu bastante no seminário e foi muito generoso em dividir a experiência tão valiosa que tem como atleta, aliada à acadêmica que está adquirindo – contra Trengrouse, um entusiasta da criação de clubes-empresa e envolvido diretamente no processo em curso no Botafogo.

 

Com a experiência de atuar no futebol americano, com projetos mais consolidados na relação de clubes e investidores, Kaká aprendeu mais sobre clubes brasileiros e fez outros estudos de campo – ele e o grupo entrevistaram por quatro horas o advogado Rodrigo Monteiro de Castro, que participa de discussões de um dos projetos de lei que estão em debate em Brasília.

- Gostei do curso. Ele me fez aprofundar em assuntos que são importantes para a gestão do esporte e do futebol. Pretendo aprender sobre diversas áreas através do esporte – disse, resumidamente, o jogador por mensagem de texto.

Colega no curso, Sergio Cerqueira, que é conselheiro do Botafogo e membro do Conselho Fiscal do clube alvinegro, convidou o ex-jogador para o grupo de estudo depois que viu entrevista de Kaká em que ele manifestava preocupação com a gestão de clubes brasileiros.

- Falamos no grupo por e-mail, por mensagens de celular, mas também por videoconferência, já que ele viaja muito. Kaká sempre muito ativo, participando bastante. Nosso trabalho abordou alguns exemplos específicos de clubes brasileiros, como o Flamengo, um caso de associação (não empresa) que está dando certo, tratamos também do Figueirense, uma S/A que não deu certo, mas também o Botafogo de Ribeirão Preto, que é uma S/A, que tem o filho do Sócrates no projeto, o Bragantino, outra S/A, e que estão conseguindo resultados – contou Cerqueira.

Com bom relacionamento na CBF e portas abertas no mercado americano, Kaká intermediou visita de Sergio às instalações do Orlando City. Para ele, as mostras que o ex-jogador deu no curso são sinais de novo dirigente a caminho.

- Ele não nos abriu o que vai fazer, até porque nos tratamos como alunos. A confiança foi mútua. Mas acho que vai pintar sim um grande gestor por aí – comentou o colega de curso de Kaká.

 

Fonte:https://globoesporte.globo.com/


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Marcos Davi Andrade

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