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Esporte

18/08/2019 11:47

Análise: maduro e consistente, Flamengo se ajusta com bola rolando para vencer e convencer em clássico

Por Cahê Mota — Rio de Janeiro

Uma vitória contundente de um time que soube se encontrar coletivamente ao longo dos 90 minutos para fazer valer o talento individual. O 4 a 1 diante do Vasco no clássico do Mané Garrincha não só enche o torcedor de otimismo para o duelo com o Inter pela Libertadores como apresenta um Flamengo cada vez mais maduro e consistente sob o comando de Jorge Jesus.

Os mais de 60% de posse de bola evidenciam um predomínio rubro-negro do início ao fim da partida. O primeiro tempo, no entanto, apresentou um time amarrado, prendendo muito a bola, e que passou por apuros salvos por Diego Alves. Nada, no entanto, que tirasse a equipe dos trilhos para colocar em prática sua principal característica: a superioridade técnica.

Diante de um adversário que se recompunha muito rapidamente e marcava todo atrás da linha da bola, a troca de passes rápida parecia um antídoto óbvio para a bem postada defesa vascaína. E assim foi: dois toques de Bruno Henrique e Arrascaeta, e chapada perfeita do novo atacante da Seleção: golaços e vantagem do time que tinha mais qualidade com a bola nos pés.

Já a volta do intervalo apresentou um Flamengo colocando em prática a teoria pregada por Jorge Jesus: impositivo, intenso e avassalador. Com posse de bola no campo ofensivo, o Rubro-Negro trocava passes em velocidade, se movimentava e abria espaços. O segundo gol, de Gabriel, fez mais justiça que o primeiro, praticamente matando o jogo.

De negativo para o Flamengo fica a tensão constante nas bolas áreas. Não à toa, assim Leandro Castan descontou e o Vasco conseguiu dois pênaltis defendidos por Diego Alves. Com a bola nos pés, no entanto, o Rubro-Negro foi soberano e com muita chegada dos homens do meio no ataque construiu a vantagem.

Goleada que eleva o moral, incendeia o ambiente para as quartas de final da Libertadores, mas, principalmente, mostra a consistência e maturidade tão esperada por Jorge Jesus. Agora, é o Inter. E se está claro o poderio ofensivo, são dois dias para aprender a não tomar gol.

 

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Marcos Davi Andrade

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