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Esporte

28/08/2017 10:36 G1-globoesporte

Brasileirão 2017 - análise da 22ª rodada: Palmeiras respira, São Paulo agoniza e Corinthians vacila

Brasileirão 2017 chega na 23.ª rodada com o resultado mais inesperado do campeonato: a derrota do líder Corinthians para o lanterna Atlético-GO, dentro do Itaquerão com mais de 40 mil torcedores. Outro destaque passa pela vitória de virada do Palmeiras em cima do ameaçado São Paulo. Este jogo tem muito apelo ao futuro dos dois times nesta temporada. No clássico carioca, o triunfo do Vasco contra o Fluminense é emblemático, levando-se em conta a troca de treinador no cruzmaltino com a chegada de Zé Ricardo, recém-demitido do Flamengo. Este mesmo Flamengo, finalista da Copa Brasil, que começa a reivindicar mais espaço no Brasileirão com a vitória diante do Atlético-PR. E o Santos, rei dos empates, não passou do 1 a 1 contra o Cruzeiro no Mineirão, desperdiçando a chance de encostar no Corinthians.

PALMEIRAS SOBE, SÃO PAULO CAI

Clássico paulista de torcida única no Allianz Parque era de suma importância para Palmeiras e São Paulo. Em crise permanente desde a queda na Libertadores e Copa do Brasil, o time de Cuca tinha obrigação de vencer sob pena de se esfarelar de vez. Com a corda do rebaixamento apertando o pescoço a cada rodada, o Tricolor não tinha outra saída a não ser a vitória. Neste cenário, o dono da casa optou por um time mais leve, com Moisés, Guerra e Tchê Tchê na articulação. Cuca trocava velocidade por um jogo mais envolvente, de posse de bola e troca de passes. O visitante fez o que lhe cabia. Marcar atrás e contra-atacar. Apesar de ter criado alguma chance relevante de gol, o Palmeiras entregou um gol ao adversário em contra-ataque – Marcos Guilherme, em passe de Pratto. Com muito custo conseguiu virar – dois gols de William – até bobear e levar o empate – Hernanes, sempre ele. Entre esses gols, Lucas Pratto, golpeado na cabeça, saiu de ambulância da arena. No segundo tempo, o cenário seria o mesmo se Cuca não tivesse optado por um ataque mais insinuante e rápido, com Keno e Hyoran, autores dos dois últimos gols da vitória por 4 a 2. Mais que o resultado em si, o clássico mostrou que o Palmeiras é forte no ataque e carente na defesa. E o São Paulo tem apenas um diferencial: Hernanes. O maior problema do time continua no setor defensivo. É um território livre: entra quem quer. Assim o risco de queda à Série B é cristalino.

Personagens: Lucas Pratto, autor do passe do gol de Marcos Guilherme, jogou pouco menos que 30 minutos. No choque com Hernanes, passou o resto da tarde no hospital enquanto seu São Paulo era derrotado mais uma vez. Hyoran, sem ter completado um jogo inteiro no campeonato, estava esquecido. Entrou no momento importante do clássico e foi premiado com o gol no final. Detalhe: Hyoran veio da Chapecoense para o Palmeiras no início do ano– só não estava no voo fatal em Medellín porque se recuperava de uma lesão e não tinha condições de jogar.

William faz dois gols da vitória do Palmeiras no clássico – foto: Alex Silva

CORINTHIANS, SINAIS DE FADIGA

Corinthians emite sinais de que pode devolver a graça ao Brasileirão. Se na quarta-feira havia desestimulado a concorrência, ao vencer a Chapecoense no último minuto, neste sábado voltou a dar esperança aos que ainda pensam no título. A segunda derrota consecutiva no Itaquerão para times que habitam a zona de rebaixamento deixa claro que nem tudo vai bem no líder. Na semana passada caiu diante do Vitória e agora perde para o lanterna Atlético-GO. E mesmo no triunfo contra a Chape não jogou bem. Mais que resultados ruins, o Corinthians não teve repertório para furar a retranca do time goianense, nem ideias claras. Passou 95 minutos cruzando bolas na área em busca do poste Kazin ou de um rebote na medida para o tiro calibrado de Rodriguinho. Quando conseguiu incomodar, parou nas defesas de Marcos, até então o terceiro goleiro do adversário chamado às pressas para o jogo. Um problema grave do Corinthians é não saber lidar com adversários que usam da sua mesma estratégia, ou seja, entregam a bola ao líder e montam uma muralha lá atrás. E outra deficiência é falta de bons jogadores na reserva. A distância entre Jô e Kazin é de São Paulo a Istambul.

Personagens: Kazin era titular do Corinthians no início da temporada quando Jô, de volta ao clube, não passava de um grande ponto de interrogação. Quando Jô entrou no time no lugar do turco, após fazer o gol da vitória contra o Palmeiras no Paulistão, aconteceu a virada. Alvinegro desembestou a vencer um jogo atrás do outro. Kazin virou reserva do reserva. No sábado contra o lanterna Atlético-GO, ele teve a chance de mostrar seus dotes – Jô cumpria suspensão. Decepcionou. Seu pedido de desculpa aos torcedores ao final da partida diz tudo. Do outro lado, goleiro Marcos, até então terceiro reserva, jogou como São Marcos, aquele goleiro do Palmeiras, uma pedra na vida do Corinthians.

 

Kazin sofre coma bola na derrota do Corinthians – foto: globoesporte

VIDA NOVA AO VASCO

Quando água do rebaixamento estava na altura do pescoço, Vasco resolveu despachar o técnico Milton Mendes e contratar Zé Ricardo, recém-demitido do Flamengo. Das tribunas do Maracanã, Zé acompanhou a vitória importante em cima do Fluminense – ex-atacante Valdir Bigode comandou o time. Clássico não foi de empolgar, um retrato fiel do futebol brasileiro dos dias de hoje, sempre de muita entrega, correria, decalitros de suor, muita força de vontade e pouca técnica. Neste confronto mais físico o Vasco se deu bem e venceu com belo gol do lateral-esquerdo Ramon. Do lado do Fluminense, como quase tudo gira em torno de Gustavo Scarpa, faltou ao time mais lucidez no ataque. Scarpa não pode carregar a cruz sozinho de um time de muitos garotos e dependente de uma estrela. O clássico se desenhou a favor do Vasco quando Ramon fez o gol. Bigode recuou todo mundo e lançou dois garotos imberbes – Guilherme e Paulinho – para contra-atacar diante do desesperado Flu. Deu certo. Agora a conversa é com Zé Ricardo.

Personagens: Eurico Miranda fechou contrato com Zé Ricardo antes do clássico e deu a missão de dirigir o time ao interino Valdir Bigode, que na época de jogador era carrasco do Fluminense. Como a superstição funcionou, Eurico disse ao final da partida: “Fluminense é um velho freguês”. Do outro lado, Gustavo Scarpa saiu vaiado pela sua própria torcida, como se fosse dele a responsabilidade de resolver todos os problemas do time de Abel Braga.

 

Ramon, autor do gol do Vasco na vitória contra Fluminense – foto: site Vasco

RUEDA MOVE FLAMENGO

Ao levar o Flamengo à final da Copa do Brasil, colombiano Reinaldo Rueda consegue dar equilíbrio ao time, antes muito desorganizado e sem confiança. No jogo contra o Atlético-PR na Ilha do Urubu, Fla resolveu a parada no primeiro tempo com dois gols – Diego e William Arão –, que nasceram de falhas defensivas do adversário. Estabeleceu uma boa vantagem e controlou a partida sem grandes dramas. Mesmo no início do segundo tempo, quando o Furacão apertou o passo, o time carioca não entrou em pânico. Rueda começa a impor seu estilo. Colombiano sabe que tem um ataque poderoso e meias criativos. Para que eles funcionem e sejam úteis, é preciso eliminar as fragilidades defensivas. Em apenas quatro jogos no comando, procurou esse caminho e se deu bem. Flamengo é o quinto colocado, com um ponto a menos que o Palmeiras, o quarto.

 

Sassá sofre dura marcação da defesa santista – foto: site Cruzeiro

SANTOS, SENHOR DO EMPATE

Santos não soube tirar proveito da derrota do Corinthians e se aproximar do líder. Colecionador de empates – já são oito em 22 jogos –, saiu na frente do Cruzeiro no Mineirão, teve chance de ampliar, mas sofreu um gol no segundo tempo. Nas últimas quatro rodadas, time empatou as quatro partidas – as três últimas por 0 a 0. Em Minas, tirou proveito do sono do time de Mano Menezes, ainda inebriado com a classificação à final da Copa do Brasil na quarta-feira quando eliminou o Grêmio, e abriu o placar com Bruno Henrique, em jogada que começou com Lucas Lima e passou por Copete. No segundo tempo, com seus “velhinhos” Ricardo Oliveira e Renato mais cansados, Santos viu o Cruzeiro crescer, buscar o empate e por pouco não vencer o jogo de virada. Lucas Veríssimo e o goleiro Vanderlei evitaram o pior. Próximo confronto do Santos é com o Corinthians na Vila. Se tivesse vencido o Cruzeiro e com uma eventual vitória em cima do líder na próxima rodada poderia diminuir a diferença entre eles para sete pontos. Não progrediu. Parece que a prioridade do clube santista é mesmo a Libertadores, onde vai medir forças com o Barcelona de Guayaquil nas quartas de final.

 

 


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