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21/08/2019 09:16

Jejum intermitente, low carb… Dietas da moda são eficazes para perder peso?

Reeducar a alimentação exige disciplina, foco e um objetivo a ser alcançado. As dietas se inserem nesse contexto, e visam ajudar a facilitar o processo rumo ao peso ideal. Contudo, muitas das dietas da moda podem ser prejudiciais à saúde e atrapalhar todos os planos.

 

Antes de optar por um método para emagrecer ou melhorar a qualidade de vida, é importante saber se ele se encaixa adequadamente na rotina e é indicado para a saúde. Apesar de isso soar piegas, muitas pessoas aderem às dietas da moda sem terem noção dos riscos que elas podem oferecer.

Delas conversou com a nutricionista Ana Paula Gava para ajudar a entender os benefícios e desvantagens de 10 dietas comuns. A especialista alerta que uma alimentação inadequada pode gerar graves deficiências nutricionais, perda de massa magra e fazer a pessoa engordar muito em pouco tempo.

“O metabolismo passa a ficar lento dependendo das restrições que a pessoa faça. Em restrições muito severas, pode gerar ainda mais ansiedade e, com isso, episódios de compulsão alimentar”, diz ela. “A maior parte dos transtornos alimentares que as pessoas possuem, começaram com uma dieta”, declara.

Veja os riscos e benefícios das dietas da moda mais comuns:

1. Dieta low-carb

Ana Paula explica que essa dieta consiste em diminuir o consumo de alimentos ricos em carboidratos, como pão, bolo, macarrão, arroz e doces. Para substituir, costuma-se usar mais fontes de proteínas, como carne, ovos e vegetais crus.

“Um dos grandes riscos de diminuir demais o seu carboidrato é aumentar sua ansiedade, fome e compulsão por carboidratos, como doces, pães e bolos e ainda, falta de disposição física, aumento de dores de cabeça e diminuição de massa magra”, afirma ela.

Por outro lado, a nutricionista destaca que, se a dieta não for muito extrema e restritiva, os resultados aparecem. É comum perder peso e gordura, além de melhorar os sintomas de doenças como diabetes e colesterol alto.

2. Dieta paleolítica

dieta paleolítica , ou simplesmente paleo, se baseia em consumir carnes, ovos, legumes, vegetais e frutas, e sem ingerir qualquer tipo de alimento industrializado. Ela leva esse nome por tomar como base o que os homens das cavernas comiam.

“Ela coloca como alimento principal e base da alimentação as carnes, já que era a caça a principal fonte de energia dos nossos antepassados, pois ainda não havia agricultura naquela época”, pontua a nutricionista.

A especialista destaca que restringir tanto assim a alimentação é um risco. “Ao parar de fazer [a dieta] a chance de voltar a engordar é muito alta, bem como a questão de que uma grande restrição pode levar a uma compulsão depois”, afirma.

Além disso, momentos de socialização ficam comprometidos por não poder se alimentar de produtos industrializados e diversas comidas presentes em festas e outros eventos. “Não indico fazer esse tipo de dieta. Acredito que é uma estratégia que nem precisa ser considerada de acordo com os dias atuais”, ressalta ela.

3. Dieta sem glúten

Nesse caso, alimentos que têm trigo, são completamente excluídos da rotina. Com essa retirada, é comum que as pessoas apresentem compulsão alimentar por carboidratos, principalmente pães e bolos.

“Esse tipo de dieta, muitas vezes, é utilizado de forma para emagrecer, já que, ao excluir esse grupo enorme de alimentos, provavelmente você irá diminuir o valor calórico da sua dieta, ajudando na perda de peso”, explica Ana Paula Gava.

 

“Entretanto, existem estratégias melhores para o emagrecimento do que somente excluir grupos alimentares que você gosta muito e fazem parte da sua rotina, e que ao tirá-los você iria sentir muita falta”, sugere a especialista.

4. Dieta sem lactose

Essa dieta consiste em excluir alimentos que possuem leite e derivados. Basicamente, ela é indicada para intolerantes à lactose. “Vale muito a pena trabalhar com esse tipo de estratégia alimentar, pois passará a se sentir muito melhor, sem os desconfortos, como gazes e diarreia, passando a ter um intestino normal e equilibrado”, garante Ana Paula.

O risco de aderir a esse modo alimentar sem avaliar se há intolerância à lactose é diminuir a produção da enzima lactase, essencial para a digestão do leite. “A produção dessa enzima é controlada de forma muito inteligente pelo nosso corpo. Se você não ingere, ela para de ser produzida”, esclarece a nutricionista. Segundo ela, isso pode fazer a pessoa passar a ter a intolerância.

5. Dieta do jejum intermitente

Jejum intermitente é foco de muitos estudos atuais relacionados à saúde e alimentação. Ele consiste em ficar sem comer durante intervalos do dia, que podem ser 12 horas, 16 horas, 18 horas ou até 24 horas.

“Existe uma crença errônea que ficar em jejum emagrece mais rápido, pois você irá diminuir drasticamente a sua insulina. De fato, diminui a insulina sim, porém, é insustentável para a maior parte das pessoas que começam a praticar”, alerta Ana Paula Gava.

“A grande questão dessa estratégia é que já existem muitos estudos mostrando que ficar longo períodos em jejum emagrece da mesma maneira que se fizermos quatro refeições ao dia. Então, para quê passar fome? Fora o mal hálito que a pessoa passa a ter constantemente, por causa do excesso de corpo cetônicos gerados no organismo”, complementa a nutricionista.

Além disso, Ana Paula não recomenda esse tipo de dieta, a menos que seja indicada por um “profissional muito bem capacitado”. “Não faça isso pela indicação de internet. Se você é ansioso, pode te prejudicar e aumentar questões associadas à compulsão alimentar”, reforça.

6. Dieta detox

O objetivo da dieta detox é ajudar a “limpar o corpo”, mas ela não elimina substâncias prejudiciais ao organismo, como gorduras saturadas, agrotóxicos e açúcares, por exemplo. De acordo com a nutricionista, não há alimentação que faça isso.

“O seu corpo passa a funcionar melhor, pois você passará a consumir mais alimentos saudáveis e que fazem bem ao seu corpo, como frutas, legumes e verduras, mais água e menos produtos industrializados. Assim, o seu intestino passa a funcionar melhor, você para de reter líquidos e, aos poucos, passa a ter mais nutrientes no corpo. E pode até emagrecer, sim”, destaca a nutricionista.

Contudo, é importante ter atenção a “falsas propagandas” relacionadas a esse método e cuidado para não gastar com produtos desnecessários. Segundo Ana Paula, essa dieta é indicada para qualquer pessoa que queira ter um corpo mais saudável ou sofram com retenção de líquidos.

7. Dieta da cabala

Esse regime alimentar começou com um livro e, atualmente, se difundiu na internet. O objetivo é mudar aos poucos a relação com a comida. “Ela afirma ser uma estratégia que leva em consideração seus comportamentos diante da comida, te ajudando a mudar os seus padrões alimentares de forma leve e consciente”, conta a especialista.

Ela é recomendada para pessoas que desejam mudar os hábitos, mas sem restringir demais o cardápio e que seja leve e gradativo. “Indico que mesmo que goste de ler sobre o assunto, procure um nutricionista comportamental que irá te ajudar. Vai ser muito melhor e mais assertivo do que somente post, vídeos e matérias da internet”, diz Ana.

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8. Dieta mediterrânea

De acordo com a nutricionista, essa a dieta mediterrânea é uma das mais balanceadas do mundo por permitir incluir todos os tipos de comida e ter como base as frutas, verduras, azeite, leites e derivados. Qualquer pessoa que queira ter uma alimentação saudável pode aderir a esse método.

“Estudos indicam que ela pode diminuir colesterol ruim, aumentar o colesterol bom, prevenir doenças cardíacas, diabetes do tipo 2, diminuir o risco de desenvolvimento de câncer e, ainda, diminuir as estatísticas de Alzheimer e Parkinson”, afirma Ana Paula.

9. Dieta da proteína

dieta da proteína consiste em mudanças gradativas na alimentação. “Se baseia em comer somente carnes por um tempo, e depois de um período comer verduras, depois evolui para legumes e depois de um tempo, já tendo emagrecido, algumas frutas”, conta a especialista.

Ana declara que essa é uma das piores estratégias para emagrecer porque, no início, a pessoa fica muito fraca devido às restrições e não consegue realizar atividades físicas, além de perder muita massa magra por conta da deficiência de carboidratos, e isso faz o metabolismo ficar mais lento.

Outro fator preocupante segundo ela é que a maioria das pessoas que aderem a essa dieta apresentam problemas no intestino depois. “Como não ingerem legumes e verduras, a quantidade de fibra passa a ser muito pequena, causando constipação intestinal”, acrescenta.

10. Dieta cetogênica

Nesse caso, a alimentação consiste em diminuir drasticamente o consumo de carboidratos e aumentar o de proteínas e gorduras. “Tem uma alimentação muito restritiva, baseada em carnes, ovos, verduras, e algumas frutas de baixo índice glicêmico, como morango, mirtilo, coco e abacate”, pontua Ana.

“Ela vem com a proposta de você aumentar a gordura da sua dieta, diminuir a sua insulina e com isso queimar mais gordura. Mas é uma estratégia que não pode ser usada por muito e, como a dieta low-carb , ela é muito restritiva”, conclui a nutricionista.

A especialista salienta que essa estratégia não se encaixa na rotina de muitas pessoas, por isso não é uma alternativa viável para promover o emagrecimento. Segundo ela, a taxa de desistentes logo nas primeiras semanas de dieta é bem alta.

Ana Paula Gava reforça a importância de adequar a alimentação ao estilo de vida e diz que não é preciso muito para começar a emagrecer. “Comer mais saudável e diminuir alimentos industrializados já ajuda muito. Para emagrecer é necessário comer, desde coisas saudáveis para nutrir o seu corpo, bem como coisas gostosas, pois temos que considerar nossos momentos sociais e de diversão”, destaca.

“É preciso equilibrar seus hábitos e aprender que se pode comer de tudo, desde que você entenda que cada comida tem o seu momento. Dessa forma você conseguirá levar isso por muito mais tempo”, fala a nutricionista.

Além disso, ela considera fundamental procurar ajuda médica quando o objetivo é perder peso com saúde e eficácia e não depositar as fichas em dietas da moda. “Procure um nutricionista, que vai levar em consideração seus gostos e preferências, sua rotina, a sua vida social, e ainda te ajudar a organizar até as coisas gostosas, e não somente as coisas saudáveis, para que você consiga emagrecer sem viver uma vida chata de dieta, que é o que acontece na maioria dos casos”, finaliza a especialista.

Fonte:https://odocumento.com.br


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