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Economia

14/12/2020 12:22 R7

Ceia de Natal está mais cara puxada pela alta no preço dos alimentos

A ceia de Natal promete ficar mais salgada neste ano por causa das constantes altas que o preço dos alimentos vem sofrendo. Em novembro, a inflação oficial registrou o maior patamar para o mês em cinco anos, de acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).


A taxa ficou em 0,89% e teve o grupo de alimentos e bebidas – itens comuns da tradicional ceia de Natal – como uns dos principais grupos responsáveis pelo resultado. Alimentos como a batata-inglesa (30%), o tomate (18,35%), o arroz (6,28%), o óleo de soja (9,24%) e a carne (6%) tiveram alta de preços em novembro e prometem pesar também na composição da ceia.


É o que afirma André Braz, economista do IBRE (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Para ele, o aumento "contaminou itens que serão usados na ceia de Natal, principalmente as proteínas: carne bovina, suína e de frango".


Estes itens estão na lista dos alimentos que mais subiram de preço em 2020, segundo Braz.


Braz cita outros produtos que compõem a cesta, como azeite, vinho, bacalhau, arroz, carne suína e de aves, e diz que eles sofreram um aumento acumulado de 15% nos últimos 12 meses.


"Isso equivale a mais de três vezes a inflação acumulada no período. Então a ceia de Natal vai ficar bem mais cara esse ano", diz Braz.


Safra e queimadas elevaram custo dos alimentos


O economista diz que o aumento expressivo no preço dos alimentos em 2020 se deu por diversos fatores, desde redução de área plantada e quebra de safra, no caso de arroz e feijão, respectivamente, a um período de seca e queimadas em boas regiões do país.


Esses fatores ocasionaram forte redução no volume de captação de leite, por exemplo, encarecendo não só este produto, como também os seus derivados.


Além disso, a desvalorização cambial, somada ao isolamento social e a consequente mudança nos hábitos de consumo das famílias, que alavancaram a demanda, foram fatores que também contribuíram para a inflação em 2020.


"Nós tivemos uma tempestade perfeita em torno da alimentação, que provocou um aumento, em 12 meses, superior a 20%. Isso equivale a quase cinco vezes a inflação média", revela o economista.


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Patricia Bueno Mussi
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Marcos Davi Andrade

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