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Economia

Dólar 04/12/2018 18:36

Dólar fecha em alta com piora da cena externa

Moeda norte-americana inverteu tendência de queda e subiu 0,44%, a R$ 3,8581

 O dólar subiu nesta terça-feira (4), com o aumento da aversão ao risco no mercado internacional. Durante boa parte da sessão, a moeda norte-americana operou em baixa ajudada por mais uma intervenção do Banco Central no mercado local.

A moeda norte-americana avançou 0,44%, vendida a R$ 3,8581. Já o dólar turismo foi vendido a R$ 4,03, sem considerar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

"A queda abrupta nos juros de dez anos nos Estados Unidos está preocupando o mercado, o que dá para pensar que a questão de risco está motivando uma corrida para o dólar", avaliou para a Reuters o economista-chefe da corretora Spinelli, André Perfeito.

Ele se referia à inversão na curva de juros norte-americana algo que não ocorria há uma década, o que levantou preocupações sobre uma possível recessão no país.

A inversão dos retornos dos papéis de dois e dez anos precedeu as últimas três recessões norte-americanas. Até agora, essa inversão não ocorreu, mas o retorno do papel de 10 anos registrava a menor diferença acima do de dois anos em mais de uma década.

Além das preocupações com uma recessão - ou desaceleração - da economia norte-americana, temores sobre a frágil trégua comercial entre Estados Unidos e China no final de semana ajudaram a azedar o humor dos agentes.

No início dos negócios, o dólar recuou ante o real num movimento patrocinado pelo exterior, com a percepção de menos juros nos Estados Unidos, e ainda com nova atuação do Banco Central.

Juros mais altos nos Estados Unidos têm potencial para atrair recursos aplicados em mercados emergentes, como é o caso do Brasil.

Cenário local

Internamente, as atenções se voltaram novamente para a possibilidade de votação do projeto de cessão onerosa no Senado, após vários adiamentos. A aprovação permitirá leilão bilionário que ajudará o novo governo no ajuste das contas públicas, destacou a Reuters.

A reforma da Previdência, principal aposta para esse ajuste, entretanto, ainda terá que ser negociada no governo Jair Bolsonaro.

Intervenção do BC

O Banco Central fez nesta terça-feira mais dois leilões de linha - venda com compromisso de recompra -, em que colocou integralmente a oferta de US$ 1 bilhão, com o objetivo de dar liquidez ao mercado. No final de novembro, a autoridade já havia injetado US$ 3 bilhões em novos leilões de linha, além de ter rolado todo o vencimento de US$ 1,250 bilhão que venciam neste dia 4.

O BC também vendeu nesta sessão 13,83 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares. Desta forma, rolou US$ 1,383 bilhão do total de US$ 10,373 bilhões que vence em janeiro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la nas próximas três semanas, como previu o BC em nota, terá feito a rolagem integral.

No dia anterior, a moeda norte-americana caiu 0,44%, vendida a R$ 3,8413.

Do G1


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Marcos Davi Andrade

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