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Economia

Dólar 29/08/2018 19:17 www.youtube.com

Dólar cai e fecha a R$ 4,11 após se aproximar de máxima histórica

Moeda encerrou o dia em queda de 0,54%, após chegar perto da máxima de fechamento mais cedo, de R$ 4,16.

 O dólar fechou em queda nesta quarta-feira (29) após subir mais cedo, quando chegou a bater R$ 4,16 e se aproximou da máxima histórica de fechamento, de R$ 4,1631. Os investidores permaneceram cautelosos diante da incerteza eleitoral e monitoraram o cenário no exterior.

A moeda norte-americana caiu 0,54%, a R$ 4,1176. Na máxima do dia, chegou a R$ 4,1641 e, na mínima, a R$ 4,1136. Já o dólar turismo era cotado perto de R$ 4,29, sem o IOF.

No acumulado da semana, o dólar tem valorização de 0,31%. No mês de agosto, sobe 9,71% e, no ano, avança 24,27%

Dólar fecha em queda, após bater R$ 4,16 durante o dia

Na véspera, o dólar fechou a R$ 4,147. Já o dólar turismo terminou o dia negociado próximo dos R$ 4,31, sem considerar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Educação Financeira: Como o sobe e desce do dólar influencia minha vida?

O mercado aguardava a divulgação de nova pesquisa de intenção de votos para a disputa presidencial, e continua à espera do início da campanha de rádio e televisão na sexta-feira.

No exterior, o dólar subiu diante do alívio recente em torno do acordo comercial entre os Estados Unidos e o México dava lugar à preocupação entre os investidores de que o conflito entre norte-americanos e chineses não terminará em breve.

Além disso, os números do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no segundo trimestre também contribuíam para manter a moeda norte-americana pressionada. A economia norte-americana cresceu 4,2% de abril a junho, ante 4,1%estimados inicialmente.

Variação do dólar em 2018
Diferença entre o dólar turismo e o comercial, considerando valor de fechamento
em R$dólar comercial dólar turismo (sem

Atuação do BC

O Banco Central anunciou na noite de terça-feira (28) que fará leilões de venda de dólares com compromisso de recompra na próxima sexta, para rolagem dos US$ 2,150 bilhões que vencem no próximo dia 5 de setembro.

Com isso, o BC retira qualquer pressão adicional sobre o câmbio por causa de dúvidas sobre esse vencimento. "Com o leilão de linha, o BC dá uma sinalização de que está de olho no mercado e vai entrar se necessário", afirmou à Reuters a estrategista de câmbio do Banco Ourinvest Fernanda Consorte.

Nesta sessão, o BC ainda realiza leilão de até 4,8 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de setembro, no total de US$ 5,255 bilhões. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

Apesar de o leilão de linha ter contribuído para a realização de lucro quando o dólar subia mais cedo, o mercado ainda segue bastante cauteloso, limitando a movimentação da moeda. "Está muito volátil, sem saber para onde ir", explicou Fernanda ao se referir à indefinição do cenário eleitoral.

Novo patamar e perspectivas

A recente disparada do dólar, que voltou a romper a barreira dos R$ 4 após 2 anos e meio, acontece em meio às incertezas sobre o cenário eleitoral e também ao cenário externo mais turbulento, o que faz aumentar a procura por proteção em dólar.

Investidores têm comprado dólares em resposta a pesquisas que mostram uma fraqueza de candidatos voltados a reformas alinhadas com o mercado. Além disso, o nervosismo gera maior demanda por proteção, o que pressiona o real. Exportadores, empresas com dívidas em dólar e turistas preocupados correm para comprar e ajudam a elevar o preço da moeda americana.

Outro fator que pressiona o câmbio é a perspectiva de elevação das taxas básicas de juros nas economias avançadas como Estados Unidos e União Europeia, o que incentiva a retirada de dólares dos países emergentes.

A visão dos analistas é de que o nervosismo tende a continuar e que o mercado ficará testando novas máximas até achar um novo piso ou até que se tenha uma maior definição da corrida eleitoral.

Do G1 


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