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21/05/2020 20:20 FolhaMax

Cidade em MT decide liberar cloroquina para pacientes leves da Covid-19

O prefeito de Barra do Garças (a 503 km de Cuiabá), Roberto Farias, vai distribuir “Kits Covid” com cloroquina para tratar pacientes que contraírem o Covid-19 no município. Mesmo reconhecendo que a medida é polêmica, principalmente por não existir comprovação de eficácia do medicamento, o chefe do Executivo Municipal defendeu o uso do remédio de acordo com a situação de cada paciente. “Agora nós estamos ofertando para a população desde que o médico prescreva o kit para que a comunidade possa ser medicada após a prescrição médica na sua residência. Se for um caso mais leve ou se for internado, automaticamente ela estará recebendo esses medicamentos. Agora, se for aquela questão da quarentena, nesse Kit Covid-19 ele é composto por azitromicina 500 mmg, ivermectina 6 mmg a cada 30 kg um comprimido, dipirona para dor e cloquina que é polêmico, mas a pessoa dependendo do estado que estiver acometido será orientado por um profissional credenciado da Saúde”, explicou.

 

Durante o anúncio da medida realizado na última terça-feira (19), a secretária de Saúde do Município, Clenia Monteiro, justificou que a tomada de decisão “não foi inventada da cabeça” e que chegou a um consenso junto a Farias após a realização de um “estudo”. “Todos nós temos um protocolo. Isso não foi feito da minha cabeça, da cabeça do prefeito, foi  feito de um estudo que nós precisávamos de uma medicação que o paciente pudesse tomar em casa naqueles casos mais leves. Nós conversamos com os médicos e eles explicaram a necessidade dos pacientes continuarem o tratamento”, explicou.

Nesta quarta-feira (20), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), um dos principais defensor do medicamento,  divulgou um documento de orientação para médicos que tratam pacientes com a covid-19 reconhecendo a possibilidade de riscos colaterais graves e admitindo que não possui respaldo técnico sobre a utilidade da Cloroquina. O documento assinado pelo Ministério da Saúde, pasta ainda sem um ministro oficial, afirma que a droga pode ser receitada até no caso de sintomas leves da doença.  

Para isso, entretanto, o paciente precisa assinar um termo de consentimento em que afirma expressamente que ele sabe que não há estudos conclusivos de que a cloroquina melhoraria seu quadro de saúde e conhece os inúmeros efeitos colaterais que o medicamento pode causar, como problemas cardíacos, disfunção do fígado e problemas de visão. Com isso, o gestor esclareceu que só terão acesso as medicações somente quem obtiver a prescrição médica. “Esse kit não vai ser distribuído, chegou pegou e levou. Tem que ter um profissional da saúde que é um médico. Então aqueles casos que vão para residência eles vão receber para realizar o tratamento na residência”,  finalizou Farias.


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