No início do período, 3 mil focos tinham sido registrados em apenas uma semana. A nova atualização mostra certa desaceleração de ocorrência, na comparação com a primeira semana de agosto. 

O fogo na floresta amazônica continua disparado em ocorrência. Agora, dos 17.633 focos, 10.819 estão na parte de Mato Grosso que compõe a mata, uma proporção de 61%. O cerrado aparece logo em seguida, com 6.467 focos (37%), e depois o Pantanal com 347 casos (2%). Os dados são do satélite de referência adotado pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). 

Colniza (1.065 km de Cuiabá) permanece como o município com o maior número de ocorrências, respondendo por 11% do total de focos desde o início do ano e por 24% no período proibitivo, a partir de 15 de julho. Em relação as categorias fundiárias, nos imóveis rurais cadastrados ocorreram 56% do total de focos de calor desde o início do ano. 


As terras indígenas estão sendo proporcionalmente mais atingidas nas duas últimas semanas, aumentando sua parcela de ocorrência de focos de calor para 17% desde o início do ano e por 21% no período proibitivo. 

Na semana passada, o governador Mauro Mendes suspendeu temporariamente a autorização de desmatamento no Estado.  A decisão ocorreu após a polêmica dos incêndios na floresta amazônica puxados por Mato Grosso. Mendes disse que qualquer autorização ficará suspensa até o dia 30 de novembro, data para a qual também será prorrogado o período proibitivo de queimadas.  

 

DA REDAÇÃO