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Brasil

30/11/2018 06:00

Mulher morta por post em rede social foi seguida por mototaxista e sequestrada por traficantes

Mototaxista foi denunciada. Grupo agiu depois de post em que Helen dizia que traficantes armados assumiam risco de serem mortos no Caju, na Zona Norte do Rio.

Por G1 Rio
Criminosos seguiram os passos de Helen Alves de Oliveira, que dias depois foi torturada, espancada e esquartejada por traficantes do Caju, na Zona Norte do Rio, por causa de uma postagem em uma rede social que irritou a quadrilha. A constatação é do Ministério Público, em denúncia contra os sete envolvidos no crime, ocorrido em março de 2018.

Segundo o documento, assinado pelo promotor Sauvei Lai, uma das denunciadas, a mototaxista Lunara da Silva Faria, vulgo "Naná", seguiu Helen a mando de Manoel Lopes da Silva Junior, que acabaria morrendo em junho de 2018. Com isso, a mototaxista forneceu informações sobre a vítima, "viabilizando a sua localização e o seu sequestro".

Na madrugada do dia 5 de março, Vinicius de Souza Santos, conhecido como "Vi", Thiago Correa de Mesquita, vulgo TH, e Umbelino de Sena de Medeiros entraram na rua da Justiça, onde Helen morava, procurando por ela. Finalmente, ao a avistarem, Vinicius apontou a pistola para ela e a arrastou para dentro do carro, enquanto Thiago dava cobertura. Umbelino, envolvido no crime, morreu cinco dias depois.

Helen foi espancada, torturada e esquartejada, e seus restos mortais enterrados na localidade do Nove Galo, no próprio Complexo do Caju. Seu corpo foi queimado, o que dificultou a identificação.

Ela fez uma postagem no dia 27 de fevereiro dizendo que um traficante armado em um ponto de venda de drogas assume o risco de morrer em um confronto com policiais. A publicação, segundo a denúncia, foi printada pelo traficante Francisco Lucas Martins Andrade, vulgo Luquinhas, e enviado para Luiz Alberto Santos de Moura, o "Bob do Caju", que de dentro da prisão ordenou a morte de Helen.

Além dele, outras seis pessoas foram denunciadas por homicídio duplamente qualificado: por motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima, além do crime de ocultação de cadáver. São eles:

Vinicius De Souza Santos, Vulgo "Vi"
Thiago Correa De Mesquita, Vulgo "Th
Lunara Da Silva Faria, Vulgo "Naná
Marcelo De Almeida Batalha, Vulgo "Açougueiro" Ou "Bené
Fábio Clementino Da Silva, Vulgo "Fb"
Francisco Lucas Martins Andrade, Vulgo "Lucas" Ou "Luquinhas

"Infelizmente, esse monitoramento do tráfico de drogas chegou ao nível eletrônico, das redes sociais. E hoje essas pessoas que são dominadas pelo tráfico, pela criminalidade, não podem nem manifestar o seu descontentamento pela violência brutal dos traficantes. Porque eles reforçam mais essa brutalidade, cometendo esse crime bárbaro. O que reforça esse império do silêncio que vigora nas nossas comunidades fluminenses", explicou o promotor Sauvei Lai.


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Marcos Davi Andrade

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