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Agronegócios

17/08/2019 16:44 www.folhadevilhena.com.br

Produtores de soja devem cadastrar áreas que serão cultivadas para a safra 2019/2020

O estado de Rondônia se consolida na safra 2018/2019 como o terceiro maior produtor de soja da região Norte. – Foto: Dhiony Costa e Silva/Secom

Falta menos de um mês para o fim do período conhecido como vazio sanitário da soja, época em que o cultivo dessa cultura fica proibido, para evitar a proliferação da ferrugem asiática, doença que pode causar grandes prejuízos à lavoura. Com o término do vazio e início do plantio da nova safra, começa, também, a obrigatoriedade de o produtor cadastrar as áreas de soja para a safra 2019/2020, na Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron).

O cadastro é uma ferramenta muito importante para ações de defesa vegetal em Rondônia e pode ser feito nas unidades de atendimento da Agência ou pelo site da Idaron até 30 de dezembro. Na safra 2018/2019, foram cadastradas 1370 áreas produtoras de soja, mais de 300 mil hectares. A obrigatoriedade do cadastro é prevista na Instrução Normativa 001/2013. Se o produtor não cadastrar a área a ser plantada, ele pode sofrer sanções e penalidades previstas em lei.

O vazio sanitário da soja começou em 15 de junho e se estende até 15 de setembro. Jessé de Oliveira Junior, engenheiro agrônomo e gerente de defesa sanitária da Idaron esclarece que o vazio sanitário é uma medida técnica implementada para conter o avanço da ferrugem asiática nas lavouras, por um período de 90 dias.

Segundo ele, nesse período, o produtor deve manter a lavoura sem cultivares de soja. “O controle se dá por meio químico com o uso do dessecante ou mecânico com a utilização de grade aradora”, acentua. Essas medidas são significativas para manter uma produção sadia e com boa produtividade.

O produtor Cleudson Blanco Dutra, morador da linha 5, no município de Cerejeiras, cultiva 1.800 hectares por safra, com média de 68 sacas de soja por hectares na safra 2018/2019, ele comenta que já teve que lidar com a ocorrência da ferrugem asiática em sua propriedade. “Na ocasião tive que usar defensivos agrícolas para combater a infestação”, conta.

Além da alternância de cultura entre soja e milho, o vazio sanitário ajuda muito na redução de pragas e doenças contribuindo com a redução no uso dos agroquímicos.

O estado de Rondônia se consolida na safra 2018/2019 como o terceiro maior produtor de soja da região Norte com mais de um milhão de toneladas, cultivados em uma área total de 333.7 mil hectares.


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Marcos Davi Andrade

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